terça-feira, 13 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Conhecendo o Balão...
- Maçarico - Também chamado às vezes de queimador, o maçarico é o motor do balão.
Feitos de aços inoxidaveis, nos modelos mais utilizados são montados da seguinte maneira: num, quatro feitos de tubos, monta-se uma “caneca” que servirá de base de fixação das valvulas de passagem, relógio medidor de pressão de gás, válvula de abertura do vapor para a chama-piloto, conexões de ligações das mangueiras e as serpentinas por onde o gás passa expedindo-se até chegar aos bicos de saída.
Quando um balão está em ascenção, a temperatura na coroa, (topo) do balão é de aproximadamente 100ºC.
Para produzir esse calor, o maçarino libera milhoes de BTUs por hora e eficiência dos maçaricos varia de fabricante para fabricante, mas hoje podemos dizer que a maioria deles ultrapassa os 10 milhões de BTUs (de 8 a 14 milhões de BUTs/hora), convertendo a energia gerada pelo calor de um desses maçaricos para HP ( cavalos-força), sua potência equivaleria a mais de 4000 HPs.
Os maçaricos possuem duas mangueiras que se conectam aos cilindros de gás, a que traz o gás em forma liquida e a que traz o gás em forma de vapor.
A hama-piloto é alimentada pelo gás em forma de vapor, que como já dissemos, normalmente chega até o maçarico por uma mangueira própia, porém existem alguns modelos que utilizam somente um amanfeuira para o liquido, vaporizando parte do faz para chama-piloto na caneca.
O fogo do maçarico não pode ser deixado acesso” como num fogão comum, pois a quantidade necessária para se levar um balão, acabaria por congelar vávulas, mangueiras e cilindros antes de ter aquecido o suficiente para vaporizar.
- Cilindro - Os cilindros (ou bujões ou tanques), tem que aguentar uma pressão bastante grande por causa do gás utilizado, mas também é importante que sejam leves para não comprometer a relação de carga a ser levada no balão
Por isso, normalmente os cilindros do balão de aluminio, aço inox ou titânio.
Os cilindros poder ser utilizados na posição vertical (em pé), ou horizontal (deitados), com uma quantidade de carga variável de acordo com o fabricante, mas normalmente eles tem capacidade para 20 kg (P20) OU 30 (P3.); são equipados com um relógio marcador de combustível (nos cilindros verticais os relógios marcam somente 40% para baixo), uma torneira para a saída do gás em forma liquida (conectada internamente a um pescador que vão até o fundo do cilindro para captar o liquido), um respiro para avaliar a pressão no momento de se fazer a recarga (que chamamos de Refil) e ainda uma torneira para a saida do gás em forma gasosa nos cilindros que chamamos de “Master”.
Normalmente são utilizados 4 cilindros no balão, mas não é obrigatório, pois depende do cesto, ou ainda do interesse do piloto no momento (ele pode fazer um voô curto e levar menos peso), ou seja, tudo dependerá da avaliação que o pilofará no momento do voô, lembrando que quanto mais gás ele puder levar, mais autonomia de voô ele terá (a automia de cada cilindro varia de acordo com a temperatura ambiente e a forma como o piloto conduzir o balão, mas o tempo estimado em temperaturas de 20º e 30º C é de mais ou menos 30/40 minutos).
- Ventoinha - A ventoinha é utilizada pra a inflagem do balão com ar frio, antes do balão voar, usnado modelos feitos especificamente para esse uso.
A ventoinha dispõe de um quadro metálico onde é fixado um motor de 3,5 a 6,0 HP, alimentando a gasolina, que serve para girar uma hélice desenhada pra empurrar o ar frio de maneira mais rápida e eficiente para dentro do envelope.
- Cesto - Às vezes também chamado de “gondola”é a parte do balão destinada a levar os ocupantes, cilindros, instrumentos, etc.
No “ressurgimento” dos balões de ar quente na década de 60, fizeram-se várias tentativas de contruir os cestos com os mais variados materiais; porém, acabou-se por concluir que o melhor material ainda é o vime (junco), porque sua construção traçada alia leveza, durabilidade e beleza, alé, de demostrar um grande absorção de impactos, o que torna mais seguro para piloto e passageiros e portanto, mas indicado para a prática do balonismo.
A maioria dos fabricantes do mundo os fazem da seguinte forma; em uma base retangular, ou quadrada, o vime é fixado e a partir daí, traçado até a parte de cima.
Junto com o vime, também são traçados cabos de aço que passarm por baixo do cesto, cuja função é sutentar todo o conjunto (cilindros, pessoas) e ainda tubos de aluminio para colocação das bengalas (ou tarugos) de nylon que servem de sustentação do maçarico.
- Combustível - utilizado é o propano, que é um gás liquefeito e petróleo usado pela indústria (para alimentação de fornos, caldeiras, etc).
O gás de cozinha que utilizamos em nossa casa (onhecido como GLP) é uma mistura de butano com o propano numa proporção de 60% para 40% - disponibilidades comerciais.
O propano é adicionado ao butano (um gás também liquefeito de petróleo, porém mais barato) para aumentar sua pressão.
Ainda como curiosidade podemos citar uma particularidade cos gasesliquefeitos e petróleo: o expandirem-se, passando do estado liquido ao gasoso, aumentam consideravelmente de peso, no caso do propano, 1 metro cubico na fase liquida pesa 0,508 kg e na fase gasosa 1,8613 Kg.
O prepano, por ter uma pressão maior, também e mais eficiente ao produzir calor durante a queima, que como já vimos, é medido em BUTs (ou kilocalorias).
- Envelope - O envelope, o cesto, o maçarico, os cilindros, a ventoinha e até mesmo o combustível possuem características próprias que permitem o balão voar e fazer um show de cores no céu.
O envelope é a parte de tecido do balão com uma característica forma de “gota” invertida, ou ainda nas formas dadas aos balões de “shapes” especiais. É ele que abrigará o ar quente para que possamos voar.
Ele é feito em nylon “rip-stop”, tecido bastante leve, porém devido à malha característica do rip-stop, não propaga facilmente os rasgos, e com uma impermeabilização feita com resina para fechar a porosidade do tecido e não permitir a passagem do ar.
Para fabricar um balão de 16m de diâmetro, são necessários 1.000m² de tecidos e muitos quilômetros de costura. A linha utilizada é de nylon de alta tenacidade e sua construção é feita em gomos emendados em vários painéis, além de receberem fitas de nylon vertical e horizontalmente para reforçar a estrutura do envelope.
As fitas verticais dão a sustentação ao balão, sustentando todo o peso do equipamento enquanto o tecido servirá somente para “envelopar” o ar quente em seu interior.
Os painéis da boca do balão são feitos de nomes, um tecido anti-chama, usado também em roupas para bombeiros e pilotos automobilísticos.
A carga da gôndola é sustentada por cabos de aço-inoxidável, fixo a fitas de nylon verticais, costurados ao tecido do balão, envolvendo-o completamente.
Desta forma, o material do envelope propriamente dito sofre um esforço de tensão muito reduzido, dando um fator de segurança de pelo menos 10:1.
No topo do balão há um painel circular (Tap ou pára-quedas), que ali é mantido por cabos de guia radiais que podem ser puxados pelo piloto através de um válvula (fita tubular com cabo de aço dentro), afastando o pára-quedas do balão, deixando assim escapar o ar quente, tanto durante o vôo (para perder a altura), como após ou durante a aterrissagem (para esvaziar o envelope). Se utilizado em voô, o pára-quedas volta a fechar automaticamente quando a corda é solta.
sexta-feira, 9 de março de 2012
História do Balonismo
A versão mais aceita do primeiro balão feito pelo homem
atribui-se aos indíos Nazca há mais de 2.000 anos. No museu de Lima
existe uma cerâmica Nazca com a representação de um balão com dois
homens a bordo.
Baseado nesses desenhos, em 1.975, a Associação Internacional de
Exploradores construiu um balão, utilizando fibras vegetais da região
onde estes índios pré-incaicos viveram. As técnicas foram as mesmas
usadas na época dos índios Nazca. O projeto foi bem sucedido e ficou
assim provada cientificamente a possibilidade de que tenham sido eles os
primeiros a construir e voar em um balão. Além disso, nos platôs dos
Andes peruanos há vários desenhos feitos com pedra, similares às
sinalizações usadas em pistas de pouso, bem como grafismos só
perceptíveis se vistos de cima, por alguém que esteja voando, o que
também aponta para o uso de artefatos voadores.Bartholomeu de Gusmão - O Inventor
A primeira demonstração de um objeto voador foi feita por um brasileiro, nascido em Santos-SP, o padre Barthomeu Lourenço de Gusmão. Estudioso de física e matemática, ele havia pedido ao rei de Portugal, D. João V, uma petição de privilégio para o seu "instrumento de andar pelo ar". Além do privilégio, o rei decidiu financiar o projeto de desenvolvimento e construção do aparelho. Bartholomeu então, instalou-se na Quinta do Duque de Aveiro em São Sebastião da Pedreira, Lisboa, para dedicar-se inteiramente à concretização de sua ideia.Alguns meses depois, diante da Corte de D. João V em Lisboa, ocorreu a primeira tentativa de fazer o artefato voar. O pequeno balão, no entanto, incendiou-se nas dependências do Palácio Real, gerando verdadeiro pânico.
Na segunda tentativa, o balão conseguiu subir vinte palmos, para espanto dos presentes, mas foi destruído por dois guardas, receosos de que o padre voador, então com 23 anos, provocasse outro acidente.
Três dias depois, em 08 de agosto de 1709, foi feita a terceira experiência, perante o rei, a rainha e outras autoridades. Desta vez, o balão ergueu-se lentamente até quatro metros indo cair no jardim, depois de esgotada sua chama. Este foi o primeiro voo promovido pela engenharia humana na era atual.
O desenvolvimento e seus usos
Em 1783 os irmãos franceses Etienne e Joseph Montgolfier iniciaram a construção de um balão, cujo primeiro teste, realizado em 05 de junho de 1783, foi permitido pelo rei desde que os primeiros passageiros fossem um carneiro, um galo e um gato, a fim de evitar evitar riscos humanos.O sucesso do teste motivou a autorização real para a realização de outro voo, tendo como tripulantes o físico Jean François Pilâtre de Rozier e o capitão do Exercíto Marques François Dárlandes. No dia 21 de novembro de 1783, com a presença do rei Luiz XVI e da rainha Maria Antonieta, cerca de 400.000 pessoas, quase a totalidade da população de Paris na época, se reuniram no "Bois de Boulogne", em torno de uma grande fogueira de palha e lã que iria inflar o balão. A multidão extasiada acompanhou, durante 25 minutos, os dois primeiros homens voadores da história.
Poucos dias depois, em 1º de dezembro de 1783, o francês J.A. Charles realizava o primeiro voo livre na Charliére, um balão impulsionado por um gás recentemente descoberto, sete vezes mais leve que o ar - o hidrogênio.
O primeiro voo na Inglaterra foi em 1784. O italiano Vicente Lunardi ficou no ar durante 1 hora e 40 minutos e foi recebido como herói pelo rei George III. Em 1785 um balão atravessava o Canal da Mancha com o francês Jean-Pierre Blanchard e o americano John Jeffries á bordo. Oito anos depois este francês voou pela primeira vez de balão em território americano, o que ocorreu na Filadélfia na presença de George Washington.
Em 1858 foram tiradas as primeiras fotografias aéreas de um balão, por Nadar, em Petit-Bicêtre, França. Em 1867 aconteceu o primeiro voo de balão no Brasil, realizado por dois americanos, J e E. Allen. Nesse mesmo ano, aqui no Brasil, um balão foi utilizado na Guerra do Paraguai pelo exército Imperial, para observar as linhas paraguaias, no dia de 24 de julho, elevou-se aos céus em um balão chamado "Brasil", com 6 metros de diâmetro, invólucro de seda japonesa envernizada, capacidade de 113 m3 de gás e um peso de apenas 14 quilos.
A Era Moderna
Em 1953 o americano Ed Yost inventou o moderno balão movido a ar quente. Construiu um balão de 230 m3, que voou com o auxilio de um maçarico de querosene e um envelope de filme plástico.Em 1960, passado sete anos, Yost, após desenvolver o maçarico de gás propano e um envelope de náilon, fez o primeiro voo livre realizado com um balão, agora com 800 m3, com total controle de subida e decida. A partir daí começa o balonismo como desporto. em 1963 foi realizado o primeiro campeonato europeu.
Em 1970 o balonismo chega ao Brasil através do industrial Victorio Truffi, que fez um voo de 40 minutos em Araraquara-SP. Ele foi o primeiro piloto brasileiro a ter autorização de voo em balões e fundou o Clube Paulista de Balonismo. Construiu 16 balões, e recebeu a permissão do Ministério da Aeronáutica para ensinar os primeiros pilotos no país.
A partir de 1973, com a realização do primeiro campeonato mundial, o balonismo cresceu em todo o planeta e, em 1998 aconteceu o primeiro campeonato Brasileiro de Balonismo em Casa Branca-SP. Atualmente ocorrem no Brasil, assim como no exterior, vários Festivais e Campeonatos de Balonismo, reunindo muitos pilotos brasileiros e estrangeiros, sempre atraindo um grande público e tornando o céu mais colorido.
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